22 de nov. de 2010

Experimentos Livres

Aproveitarei as minhas férias para fazer alguns experimentos livres sem muitas pretensões, apenas para desenvolver conceitos e novas técnicas.




8 de nov. de 2010

A partir de hoje vou tentar escrever mais relatando as minhas vivências com design e a sociedade.
Para esse primeiro post vou contar um pouco da experiência que foi a minha visita da Brazil Week Design.

CONDUÇÃO

A Brazil Week Design aconteceu dessa vez em conjunto com um grande evento de admnistração e marketing o HSM, ela ocupou um espaço dentro do evento com palestras inspiracionais. A localização foi no Transamérica Expo Center que fica próximo a estação de Trem de Santo Amaro.
Para quem vem da Zona Leste como eu é uma viagem meio chata, acabei indo de metro e trem, o que resulta em bastante baldiações e na volta preferi voltar de ônibus, mas a viagem foi mais longa. Para quem está na Zona Sul é tranquilo.
De qualquer maneira o acesso é fácil, pode ser demorado para quem vai de transporte público, mas pelo menos existem bastante alternativas de ônibus que passam por lá.

ANDANDO PELA FEIRA

Bem chegando por lá a grande diferença que senti entre a HSM e uma feira mais comum é que os espaços são mais amplos, havia uma padronização estética nos estandes, e o ruído sonoro também era bem pequeno. Tudo isso acredito que é devido ao próprio público especifico do evento.
O estande principal da Brazil Week é um dos primeiros a chegar. A decoração e a estrutura eram básicas, nas paredes do fundo colaram diversos adesivos com os escritórios, estudios e agências de design que participaram dessa vez. Não sei quem concebeu os adesivos mas achei eles bem carregados de informação, confesso que não sei se era pelo cansaço mas não consegui saber para onde olhar quando chegava na frente de cada um, então passei o olho por cima.
Uma coisa que achei bem legal no estande era tipo uma "gondola" que ficava pindurado um breve portfólio de cada um dos participantes como se fossem aquelas cartelas ou blisters que se encontram em supermercados.
Cada participante tem seu estande na feira, acho que essa uma das partes mais legais da Brazil Week. Em cada estande você consegue um breve portfolio de cada agência com os cases mais interessantes e pode conhecer a metodologia de trabalho deles e ainda fazer um bom network. Eu particularmente me considero um perdido em conhecer lugares legais para se trabalhar com design, então com isso você conhece espaços bacanas para mandar teu portfolio e quem sabe arrumar um estágio ou bons freelas.
Um estande que merece destaque é o da Design Reinventing Innovation que para conseguir pegar o material deles você tinha que depositar um cartão de visita seu e o material caia igual em máquinas de refrigerante. A experiência com o estande nos marca, isso é bem interessante.
A dica para quem for, é mesmo que você acabe parecendo um sacoleiro e você ache isso chato, não ligue. Pegue todos os materias que achar interessante. É dificil encontrar no Brasil referências de design brasileiro fora da internet, então essa é a oportunidade que você tem de montar algumas referências do que acontece por aqui ou do que copiam por aqui, rs.
Os outros estande do evento são do HSM, então tudo com foco em administração e marketing, então acabei não observando por muito tempo. Como o HSM é um evento forte, a Brasil Week fica com cara de segundo plano, mas acho que não chegou a prejudicar o evento.

PALESTRAS

Nespresso A Nespresso é uma subdivisão da Nestlé que trabalha exclusivamente com um produto, o café espresso. Ela surgiu da necessidade de se ter um café espresso de qualidade sem ter que ter trabalho, que ele fosse obtido de uma forma simples e rapida. Com essa necessidade a Nestlé criou a Nespresso que é uma máquina de café espresso de com apenas um botão. Você alimenta a máquina com uma capsula que contem o café, aperta o botão e pronto, tenho o seu café perfeito.
A grande jogada da Nespresso, e foi o que eu gostei de ver na palestra foi a forma como eles construiram a imagem da marca. Desde do começo eles tinham definido o foco deles, que eram as pessoas que gostavam de café, então eles investiram na experiência que é tomar um café perfeito. Por de traz da simples xicara de café existe um enorme esquema de produção para que o no final dentro da capsula tenha o melhor café possivel a um preço "acessível". A venda das máquinas e capsulas não é feita via supermecados, é apenas de nespresso a consumidor, de uma forma pessoal, assim a marca entra na sua vida e você passa a criar uma relação com ela. Essa relação de afeto com a marca que produz o seu café, que te liga para saber se a produção é boa, que constroi o universo do café perfeito para você faz com você queira que a marca cresça, então você indica a marca e faz com ela aumente. E isso funciona incrivelmente bem para eles, é uma marca que cresce 30% todo o ano.
Hoje em dia é crescente a introdução de marcas em nossas vidas de maneira afetiva, é comum as marcas quererem se humanizar e tornar nossas companheiras e nos produzir a satisfação em comprar, e a Nespresso é um caso de sucesso desse tipo de marca.

Unilever Bem o foco da palestra da Unilever foi mostrar como eles aumentaram a força da marca corporativa nas marcas de seus produtos. Foi contado todo o processo estratégico para que as pessoas não estranhassem a presença da marca nos produtos individuais e que a Unilever se tornasse um fator de qualidade nos produtos.
Para isso foi feita a introdução da marca de forma bem dosada, começou a aparecer assinando algumas peças publicitárias das suas submarcas, depois fizeram peças especificas para a Unilever, levando junto as submarcas como suporte, mas mostrando que a Unilever era a possuidora daquelas marcas e portante daquela qualidade.
Dessa forma eles conseguiram fazer com as que pessoas conheçam a marca "mãe" e a associem ela como um fator de qualidade no produto, se tornando uma diferencial na hora da escolha e isso é algo muito dificil de se conseguir, já que é estranha a idéia de uma empresa que produza produtos de higiene e produza também sorvetes.

Santa & Cole A ultima palestra foi especifica de design, foi feita pelo Giovanni Cutolo, trabalha na Santa & Cole que produz peças para design de interior e exterior. Durante sua palestra falou sobre várias coisas, o que era o design e como a forma de consumir evolui com a função do design, entre outras.
Logo de inicio na palestra ele diz uma frase muito interessante, "Tudo que faço, faz parte de mim e deixo uma parte de mim", ou seja nós inevitavelmente temos uma relação com as coisas que é inquebrável. Ao criar algo, pegar algo, transformar algo, você tem uma experiência com aquilo e aquilo faz parte da sua história imediatamente, pode ser de forma passageira ou duradoura na sua mente, mas ela faz parte da sua cadeia de ações e reações.
Apresentou um conceito de design interessante que surge da união de quatro partes: projeto, produção, venda e consumo. Para que exista um peça de design é preciso que exista essas quatro partes. Sem projeto, não existe a idéia, o conceito. Sem produção, é só conceito. Sem venda ou distribuição e sem consumo a peça não conclui o ciclo, ou seja, se não distribuírem, ninguém sabe que existe, ninguém compra e se não houver alguém para comprar, para não tem por que produzir. Esse conceito é bem pautada sobre o que era pregado na Bahaus, o design precisa de função e essa função hoje em dia pode ser fisica ou psicológica.
Cutolo, também fez uma breve comparação entre design e marketing, dizendo que são coisas diferentes. Para Cutolo o marketing trabalha em função da demanda para gerar o produto, ou seja é feita uma pesquisa que define o que as pessoas pessoas precisam e assim eles produzem os produtos. Já o design parte do principio contrário, cria o produto e depois cria nas pessoas necessidades dele. Isso é algo extremamente visível hoje em dia, onde sentimos a necessidade de termos várias coisas, que não são essenciais a nossa vida.
Outro ponto legal, foi o que substituimos necessidades por desejo. Não vamos ao restaurante para simplemente comer e matar a fome a fome, vamos para degustar. Não nos cobrimos do frio, nos vestimos. Não nos movimentamos, passeamos, viajamos. Não descansamos, relaxamos. Para exemplificar essas oposições utilizou uma foto de um esquimó usando roupas de frio, com pele, super agasalhado com uma modelo de revista usando um casaco de pele também. No Brasil é fácil ver isso quando vemos as pessoas comprando roupas. Existem as que comprar peças para se vestir e outras que comprar marcas, é o desejo de se vestir bem e não a necessidade de se cobrir.
Para finalizar mostra uma analise da evolução do foco do design. No começo tudo é simplesmente matéria prima, se você quer café você colhe o grão, torra, moe e faz o café. Depois evoluímos para o sachê, que já nos traz o café pronto para ser consumido, isso é matéria-prima + produção. Mas chega uma hora que não queremos mais fazer o café, queremos apenas tomar o café, então surge a Padaria, que por um custo bem baixo me produz o café ja pronto para ser tomado, isso é então os prestadores de serviço. Depois apenas tomar o café simplesmente na Padaria não atrai mais, você quer ter a experiência de provar um café feito com ingredientes seletos, um café feito profissionalmente, então você vai a um restaurante e que tem toda uma decoração especifica, um cardápio com vários tipos para você escolher, aqui você tem uma prestação de serviço mais um acréscimo emocional. E por fim existe a fase da transformação que é você ir em lugar que lhe servem um café seleto, em um ambiente especial e lhe propiciam um momento especial, ou seja não mais apenas um ambiente é todo um conjunto e que gera em você uma transformação no sentido de marcar a sua vida. Ou seja a tendência inevitável é que as coisas se integrem mais a sua vida e que seus momentos tem relações com objetos, ou seja, que você crie relações com prestadores de serviço.


Vo ficar devendo uma conclusão e desculpem o português.

5 de nov. de 2010

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Vamos se conseguir atualizar com mais frequência isso aqui.